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Archive for 19 de janeiro de 2008

Homem reza em meio a escombros das casas destruäas pelo Sidr, em Bangladesh
da Folha Online

As catástrofes em 2007 ligadas ao clima, como inundações, secas, tempestades e ondas de calor, fizeram mais vítimas principalmente na Ásia, de acordo com um relatório publicado nesta sexta-feira por um centro de pesquisas colaborador da ONU.

As inundações, que representaram a grande maioria das catástrofes climáticas, mataram 8.382 pessoas em 2007, ou seja, muito mais que a média dos sete anos precedentes (5.407 mortes), segundo o Centro de Pesquisa sobre Epidemiologia dos Desastres (Cred, na sigla em inglês) da Universidade católica de Louvain (Bélgica).

As catástrofes naturais em geral –climáticas, mas também terremotos, etc– fizeram no total 16.517 mortes no ano passado, menos que em 2006 (21.342 mortes). O número de pessoas atingidas, em contrapartida, aumentou consideravelmente, sendo quase 200 milhões contra 135 milhões em 2006, de acordo com o estudo anual do Cred.

Sobre este total, a grande maioria (164 milhões) foi vítima de inundações, sendo metade na China durante as cheias dos meses de junho e julho, afirmou a diretora do Cred, Debarati Guha-Sapir. Entre 2000 e 2006, cerca de 95 milhões de pessoas foram atingidas por inundações.

Sem citar os efeitos da mudança climática, Guha-Sapir assinalou que os fenômenos meteorológicos matam cada vez mais: as tempestades provocaram 5.970 mortes no ano passado contra 3.127 em média desde o início da década.

Este aumento de vítimas parece também estar ligado ao crescimento sem planejamento nos grandes países emergentes da Ásia.

“Está diretamente relacionado com as políticas de desenvolvimento ou com a ausência delas”, declarou a diretora do centro. No futuro, “a China e a Índia vão certamente sofrer um aumento” das inundações, acrescentou.

No ano passado, as dez catástrofes mais mortíferas estavam ligadas ao clima, exceto uma –o tremor de terra de agosto no Peru (519 mortes).

Bangladesh sofreu as duas catástrofes mais graves, com o ciclone Sidr em novembro (4.234 mortes) e as inundações do verão (1.110 mortes).

A Ásia, portanto, foi de longe a área mais atingida pelas catástrofes. O continente sofreu oito dos dez acontecimentos mais graves, sendo os outros dois no Peru e na Hungria, que foi vítima de uma onda de calor que matou 500 pessoas.

Os Estados Unidos sofreram o maior número de catástrofes naturais (22), na frente da China (20) e da Índia (18).

Com France Presse

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u365009.shtml

*Foto: Air Abdullah/Efe (extraída do FolhaOnline)

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ISABEL SACO
da Efe, em Genebra

Relatório apresentado nesta sexta-feira pela ONU (Organização das Nações Unidas) indica que a freqüência dos desastres naturais relacionados à mudança climática está aumentando. O documento compara a média atual com a média registrada entre os anos de 2000 e 2006.

Das 197 milhões de vítimas por desastres naturais, 164 milhões foram por inundações.

A Ásia foi o continente mais afetado pelas catástrofes naturais, sendo cenário de oito dos dez maiores desastres do ano passado –incluindo seis inundações.

As inundações foram os únicos desastres que aumentaram de maneira significativa, registrando-se 206 só no ano passado. Nos últimos sete anos a média foi de 172.

O país mais afetado por mortes foi Bangladesh, com mais de 5.000, seguido da Índia (1.103), Coréia do Norte (610), China (535) e Peru (519), segundo o relatório, que foi elaborado pelo Cred (Centro de Pesquisa da Epidemiologia dos Desastres), organismo que tem sede na Bélgica.

A região asiática concentrou 74% das mortes, seguida do continente americano, com 12% — afetado pelo terremoto que sacudiu o Peru em agosto do ano passado e pelas tempestades tropicais no Caribe –informou o diretor do Cred, Debarati Guha-Sapir.

O número de vítimas mortais, no entanto, foi menor em 2007 –16.517 mortos– diante da média de 73.931 registrada entre 2000 e 2006.

Os EUA, com 22 catástrofes naturais em 2007, foi o país mais afetado, seguido da China (20), Índia (18), Filipinas (16) e Indonésia (15).

O especialista afirmou que o impacto das mudanças climáticas na incidência de catástrofes naturais é provado pelo aumento de inundações, furacões e tempestades tropicais, claramente influenciadas pelo fenômeno planetário.

“A tendência atual é consistente com os prognósticos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), e a Ásia e a África do Oeste já estão sofrendo inundações mais severas e seguidas”, comentou, ao se referir à equipe de cientistas que estudam o fenômeno por encomenda da ONU.

Guha-Sapir também disse que existe a possibilidade de doenças infecciosas –como dengue e leptospirose, transmitidas, respectivamente, por mosquitos e ratos– se expandirem nos próximos cinco anos, conforme aumenta a incidência das enchentes. De acordo com ele, é possível que estas doenças cheguem, inclusive, à Europa e aos EUA.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u364978.shtml

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