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Sexta, 2 de Maio de 2008 - 19h36
Polícia invade igreja e aterroriza fiéis
A Igreja Assembléia de Deus distribuiu nota à imprensa nesta sexta-feira (2) denunciando que policiais civis invadiram no último sábado (26 de abril) o templo de Queimadas, onde apontaram armas para a cabeça de pessoas que lá se encontravam, arrombaram portas de dependências e mantiveram um presbítero como refém.
A ação policial seria para prender o pastor Dari Ferreira da Silva, aparentemente confundido com um bandido procurado pelas autoridades. O presidente da Assembléia de Deus na Paraíba, pastor Francisco Pacheco de Brito, repudiou a “ação desastrosa” dos policiais e cobrou providências da Secretaria de Segurança Pública.
Trazendo como título “Assembléia de Deus denuncia ação desastrosa da Polícia Civil contra pastor do município de Queimadas”, a nota da igreja é a seguinte, na íntegra:
A Igreja Assembléia de Deus, na pessoa do seu presidente, pastor Francisco Pacheco de Brito, lamentou nesta sexta-feira, 2, a ação desastrosa de alguns agentes que se apresentaram como “policiais civis” contra o pastor da Igreja Assembléia de Deus em Queimadas, Dari Ferreira da Silva, que também é o primeiro secretário da Convenção de Pastores da Assembléia de Deus na Paraíba.
Segundo o presidente da Assembléia de Deus, o pastor com atuação em Queimadas quase era preso arbitrariamente no último sábado, 26 de abril, por ter sido confundido com um bandido, que não tem qualquer vínculo com a igreja, mesmo porque a finalidade da instituição é pregar o Evangelho e desenvolver atividades de Ação Social.
De acordo com o reverendo Pacheco, Dari Ferreira é pastor há quinze anos e há quatro exerce o pastorado na Igreja Assembléia de Deus em Queimadas. No último sábado, Dari esteve viajando para o alto sertão do Estado e ao retornar na madrugada do domingo, dia 27, tomou conhecimento que na tarde do dia anterior, por volta das 15h, o templo da igreja em Queimadas “foi invadido por quatro policiais civis que estavam acompanhados de uma mulher identificada como Leila, residente naquela cidade”. O grupo armado e sem qualquer mandado judicial de busca e apreensão invadiu o templo e agrediu com palavras de baixo calão os evangélicos encontrados no local.
Conforme o relato dos evangélicos, os policiais chegaram a apontar armas para as suas cabeças para forçar o acesso a todas as dependências do templo, pois estavam à procura do pastor Dari, “acusado de ser traficante e homicida”. Os policiais chegaram a manter o presbítero Jair Alves como “refém”, sob a mira de um revólver, enquanto os outros reviraram todo o templo.
Eles chegaram a quebrar e arrombar portas aos chutes, além de bradar durante toda a operação de que “o vosso pastor é um traficante perigoso do Rio de Janeiro e está foragido há quatro anos”, o que chamou a atenção de dezenas de pessoas curiosas em acompanhar a prisão do “perigoso pastor de Queimadas”.
Neste momento, a senhora evangélica Jocelma Cenise Cristina de Queiroz tentou comunicar o fato, através de celular, às lideranças da Igreja, mas foi impedida por Leila, que se dizia auxiliar dos policiais, e que truculentamente garantia que não se poderia recorrer a ninguém porque os “policiais tinham autonomia de fazer o que quisessem durante a investigação”, mesmo sem dispor de ordem judicial ou mandado de prisão. De acordo com as vítimas desta ação, os agentes chegaram a furar quatro pneus de um veículo estacionado em frente à Igreja sob a alegação de que isso evitaria a fuga do “pastor traficante”.
Depois de toda a confusão, um dos policiais chegou a reconhecer que o bandido não era o pastor da Igreja, mas podia ser um membro da igreja por nome de Marcos, apelidado Guarí. Contudo, o citado elemento não é membro e não tem qualquer tipo de vínculo com a Igreja Assembléia de Deus, o que demonstra, conforme comenta o pastor Pacheco, ter sido um desastre a tida operação policial.
“Eles estavam totalmente enganados, afinal confundiram Dari com Guarí e como perceberam o grave erro cometido saíram do local sem levar ninguém preso. Por isso, o pastor Dari registrou Boletim de Ocorrência contra o delegado Wagner de Paiva Gusmão Dorta, pois tomou conhecimento de que tudo o que aconteceu em Queimadas se registrou sob a orientação do referido policial, lotado na Polícia Civil de Campina Grande”, informou o pastor Pacheco.
Para o reverendo Francisco Pacheco de Brito, a Polícia Civil tem uma larga folha de serviços prestados à sociedade paraibana, devendo aquela instituição coibir “tão grave abuso à cidadania de um homem honrado como o pastor Dari Ferreira”.
Conforme relatou, a Secretaria de Segurança Pública do Estado deve se manifestar sobre o “dramático e deprimente episódio”, afinal houve um verdadeiro atentado contra a história honrada da Igreja Assembléia de Deus, instituição com 90 anos na Paraíba e cerca de 50 anos de atuação só no município de Queimadas.
Segundo ele, o pastor Dari registrou esta ocorrência junto à Delegacia de Polícia Civil de Queimadas, através do Delegado Marcos Paulo Sales de Castro, visando fazer com que sejam tomadas todas as providências cabíveis para o caso “uma vez que de forma irresponsável o seu nome foi exposto ao ridículo, sendo lamentavelmente confundido com um bandido perigoso”.
Da Redação, com Assessoria de Imprensa da Assembléia de Deus
http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=33559
Sexta, 2 de Maio de 2008 - 19h36
Polícia invade igreja e aterroriza fiéis
A Igreja Assembléia de Deus distribuiu nota à imprensa nesta sexta-feira (2) denunciando que policiais civis invadiram no último sábado (26 de abril) o templo de Queimadas, onde apontaram armas para a cabeça de pessoas que lá se encontravam, arrombaram portas de dependências e mantiveram um presbítero como refém.
A ação policial seria para prender o pastor Dari Ferreira da Silva, aparentemente confundido com um bandido procurado pelas autoridades. O presidente da Assembléia de Deus na Paraíba, pastor Francisco Pacheco de Brito, repudiou a “ação desastrosa” dos policiais e cobrou providências da Secretaria de Segurança Pública.
Trazendo como título “Assembléia de Deus denuncia ação desastrosa da Polícia Civil contra pastor do município de Queimadas”, a nota da igreja é a seguinte, na íntegra:
A Igreja Assembléia de Deus, na pessoa do seu presidente, pastor Francisco Pacheco de Brito, lamentou nesta sexta-feira, 2, a ação desastrosa de alguns agentes que se apresentaram como “policiais civis” contra o pastor da Igreja Assembléia de Deus em Queimadas, Dari Ferreira da Silva, que também é o primeiro secretário da Convenção de Pastores da Assembléia de Deus na Paraíba.
Segundo o presidente da Assembléia de Deus, o pastor com atuação em Queimadas quase era preso arbitrariamente no último sábado, 26 de abril, por ter sido confundido com um bandido, que não tem qualquer vínculo com a igreja, mesmo porque a finalidade da instituição é pregar o Evangelho e desenvolver atividades de Ação Social.
De acordo com o reverendo Pacheco, Dari Ferreira é pastor há quinze anos e há quatro exerce o pastorado na Igreja Assembléia de Deus em Queimadas. No último sábado, Dari esteve viajando para o alto sertão do Estado e ao retornar na madrugada do domingo, dia 27, tomou conhecimento que na tarde do dia anterior, por volta das 15h, o templo da igreja em Queimadas “foi invadido por quatro policiais civis que estavam acompanhados de uma mulher identificada como Leila, residente naquela cidade”. O grupo armado e sem qualquer mandado judicial de busca e apreensão invadiu o templo e agrediu com palavras de baixo calão os evangélicos encontrados no local.
Conforme o relato dos evangélicos, os policiais chegaram a apontar armas para as suas cabeças para forçar o acesso a todas as dependências do templo, pois estavam à procura do pastor Dari, “acusado de ser traficante e homicida”. Os policiais chegaram a manter o presbítero Jair Alves como “refém”, sob a mira de um revólver, enquanto os outros reviraram todo o templo.
Eles chegaram a quebrar e arrombar portas aos chutes, além de bradar durante toda a operação de que “o vosso pastor é um traficante perigoso do Rio de Janeiro e está foragido há quatro anos”, o que chamou a atenção de dezenas de pessoas curiosas em acompanhar a prisão do “perigoso pastor de Queimadas”.
Neste momento, a senhora evangélica Jocelma Cenise Cristina de Queiroz tentou comunicar o fato, através de celular, às lideranças da Igreja, mas foi impedida por Leila, que se dizia auxiliar dos policiais, e que truculentamente garantia que não se poderia recorrer a ninguém porque os “policiais tinham autonomia de fazer o que quisessem durante a investigação”, mesmo sem dispor de ordem judicial ou mandado de prisão. De acordo com as vítimas desta ação, os agentes chegaram a furar quatro pneus de um veículo estacionado em frente à Igreja sob a alegação de que isso evitaria a fuga do “pastor traficante”.
Depois de toda a confusão, um dos policiais chegou a reconhecer que o bandido não era o pastor da Igreja, mas podia ser um membro da igreja por nome de Marcos, apelidado Guarí. Contudo, o citado elemento não é membro e não tem qualquer tipo de vínculo com a Igreja Assembléia de Deus, o que demonstra, conforme comenta o pastor Pacheco, ter sido um desastre a tida operação policial.
“Eles estavam totalmente enganados, afinal confundiram Dari com Guarí e como perceberam o grave erro cometido saíram do local sem levar ninguém preso. Por isso, o pastor Dari registrou Boletim de Ocorrência contra o delegado Wagner de Paiva Gusmão Dorta, pois tomou conhecimento de que tudo o que aconteceu em Queimadas se registrou sob a orientação do referido policial, lotado na Polícia Civil de Campina Grande”, informou o pastor Pacheco.
Para o reverendo Francisco Pacheco de Brito, a Polícia Civil tem uma larga folha de serviços prestados à sociedade paraibana, devendo aquela instituição coibir “tão grave abuso à cidadania de um homem honrado como o pastor Dari Ferreira”.
Conforme relatou, a Secretaria de Segurança Pública do Estado deve se manifestar sobre o “dramático e deprimente episódio”, afinal houve um verdadeiro atentado contra a história honrada da Igreja Assembléia de Deus, instituição com 90 anos na Paraíba e cerca de 50 anos de atuação só no município de Queimadas.
Segundo ele, o pastor Dari registrou esta ocorrência junto à Delegacia de Polícia Civil de Queimadas, através do Delegado Marcos Paulo Sales de Castro, visando fazer com que sejam tomadas todas as providências cabíveis para o caso “uma vez que de forma irresponsável o seu nome foi exposto ao ridículo, sendo lamentavelmente confundido com um bandido perigoso”.
Da Redação, com Assessoria de Imprensa da Assembléia de Deus
http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=33559
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