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Comemoração da Páscoa judaica
 
A Igreja do SENHOR – o Corpo de Cristo – não observa a Páscoa. Ela é essencialmente judaica e, Jesus, ao comemora-la implantou a Ceia, pois não comeu ervas amargas com o cordeiro, pois Ele mesmo é o ‘Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo’.
 
Páscoa faz parte da Velha Aliança (de Moisés, da Lei) e sua comemoração envolve o sacrifício de cordeiro, para ser posteriormente comido, assado (jamais cozido), com ervas amargas.
 
O cordeiro deveria ter até um ano e ser totalmente limpo, solteiro (não carneiro), sem  nenhum defeito e completamente puro em todas as suas características.
 
Hoje, nem mesmo o judaísmo, religião do Pacto da Páscoa, observa-a como determina Moisés, pois o judaísmo é uma religião sem suas práticas fundamentais: sacrifícios no Templo, por seus sacerdotes, com uma série de formas, fórmulas e preceitos… Como nós poderíamos observá-la!?
 
CEIA
 
A Ceia é a Aliança do Novo Concerto – o Novo Testamento – efetuado por Cristo, o Cordeiro sacrificado pelo mundo. Portando, os seguidores de Cristo – os cristãos – não observam a Páscoa, umas das três e grandes festas anuais judaicas. 
 
Nossa grande festa, em que comemoramos a nossa libertação da carne, do mundo, da morte e da condenação eterna, por meio do Sacrifício de Cristo, que envolve seu nascimento, sua obra e ministério, seu sofrimento e holocausto (todo queimado, morto, oferecido), morte, ressurreição, ascensão e glorificação, é a Comunhão do Corpo – a Ceia, nosso triunfo Nele e esperança da Glória.
 
Se você é membro do Corpo (discipulado e batizado em águas, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, conforme Ordenança de Jesus, estabelecida à Grande Comissão, em Mateus 28 (a Ceia completa as ordenanças), e em comunhão plena, pode participar da Ceia em Cristo – a nossa Páscoa, conforme 1Coríntios 7.5-6: “Alimpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento, porque Cristo, a nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com fermento velho…”. 

 

  1. ‘E os filhos de Eliabe, Nemuel, e Datã, e Abirão: estes, Datã e Abirão, foram os do conselho da congregação, que contenderam contra Moisés e contra Arão no grupo de Coré, quando rebelaram contra o SENHOR’.
Foto na Rodovia Feliciano Sales Cunha, mar/14

Foto na Rodovia Feliciano Sales Cunha, mar/14

A Xequiná (nuvem da Glória do SENHOR) cobria os judeus
O texto acima mostra que a Obra do SENHOR é realizada com sofrimento, não raras vezes com perseguição dentro do próprio grupo, poios a própria Palavra alerta para o fato de ‘os filhos das trevas’ serem ‘mais prudentes que os filhos da Luz’.
Nossas convicções, notadamente humanas e mascaradas de espirituais trai-nos a revelar o que está em nós: ‘A boca fala daquilo que está cheio na mente’ e ‘o que sai é o que contamina’.
Portanto, todo o cuidado é pouco, pois, como no caso da caminhada dos hebreus pelo deserto, a autoridade espiritual estava sobre Moisés, pastor de todo o grupo e auxiliado por seu irmão, o sacerdote Arão, questionados pela ‘comissão’.
Moisés, embora fosse também respeitado entre os egípcios (cf Ex 11.3) sofreu, mas testemunhou o cuidado do SENHOR e registrou, no versículo seguinte, a sentença aplicada pelo Eterno ao ‘grupinho rebelde’, taxada de advertência: Todos foram mortos!
Possivelmente os membros desse grupo receberam a força, a instigação do populacho, vulgo ou mistura de gente (Ex 12.38; Nm 11.4 e Jr 51.51). Eram pessoas tão somente aventureiras, que usaram os israelitas para saírem do Egito, aproveitando-se da movimentação, com vistas aos milagres de um Deus realmente Todo-Poderoso, mas sem o compromisso de fidelidade a Ele.
Fidelidade é imposta pela regularidade cristã, como ocorrera com Davi, homem tão propalado nos cultos, mas pouco seguido. O rei de Israel, com reino firmado para sempre, por Deus (cf 2Sm 7.16) e cumprido em Cristo, mantinha a crença e a estabilidade, duas palavras da mesma raiz no hebraico (crer e estável). Daí o compromisso divino com a estabilidade do reino davídico, resultado da estabilidade do que traduz-se do Velho para o Novo Testamento, como fé.
Esse espírito oposicionista aos preceitos divinos, nem sempre bem vistos aos olhos meramente humanos, dá características ao ímpio – que não indica propriamente o pecador sem Deus, porém, o religioso e conhecedor da Palavra, mas sem temor. Ele(a) não permanecerá na congregação dos justos e será arrancado e jogado ao fogo de suas próprias vaidades.
Caminhe entre os fiéis como se estivesse no meio de anjos, pois assim jamais serás surpreendido pela falta de temor, a ponto de ser contado com os mortos, ou, no mais fiançável, entre os doentes (de origem espiritual), conforme 1Coríntios 11.
Volte ao ‘primeiro amor’ enquanto estás a Caminho!
No Eterno, digo isto!

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Voltamos a estudar a Palavra neste quinta (13/2/14), Romanos 8.

Falamos sobre o homem natural, carnal (de sark, gr), sob o domínio do pecado ou em Adão, conforme 1Corintios 15.21-22,45.

Contrasta com o homem pneumatikos (de pneuma, espírito, gr), a travar a batalha, enfrentar as prisões e os contras, conforme 7.23.

Para entendermos a separação existente entre esses dois seres: o de essência humana e o do (gerado pelo) Espírito (8.2), é preciso realizar análise própria ou auto-crítica, coisa que não costumamos fazer.

Em geral somos muito bons em crítica alheia e, embora o Criador não tenha dotado-nos de olho na nuca, também nutrimos o sentimento de ver as coisas pelo retrovisor, não obstante o para-brisas ser tão grande.

O grito de liberdade da escravidão, realidade que os que, na época, receberam a carta do apóstolo Paulo, conheciam muito bem e de perto, está no primeiro versículo desse capítulo: ‘Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito’.

Mas ainda para vivermos essa realidade é preciso responder à pergunta: Quem é você?

Não inicie a resposta com o famoso eu sou, pois irá igualar-se à divindade: Aquele que É, Aquele que Existe por ter Vida em si mesmo.

Eu sou indica eternidade ou que hoje, amanhã e depois você permanece e isto não é verdade, não é mesmo!?

Então penso que você poderia afirmar: estou fulano… pois tal frase não denota permanência, mas momento.

Somos somente quando o próprio Eu Sou está em nós. Porém, para que essa realidade se concretize, necessário é estarmos em renúncia até mesmo do nome – que reflete a (tua) pessoalidade, orgulho, caráter (o que está impresso em você)… – pois também Nele temos um novo nome, conforme Apocalipse 2.17.

Procure ser um homem, no sentido do ser (humano), não no sentido de gênero, pneumátikos (gerado pelo Espírito) e não sarkiano, sob o domínio do pecado (da carne).

Prega-se muito sobre a morte do rei Uzias, como referência de mudança de liderança geral para dar lugar à ação divina. Parece-me que isto é real. Os reis sempre tiveram total liberdade entre o povo para fazer e desfazer, inclusive no que dizia respeito à adoração ao SENHOR, no caso de Israel.

Na época em questão, cerca de 740aC, o Reino Sul, de Judá, com capital em Jerusalém, vivia sob os riscos das heresias desse rei. Mas, não obstante, a predominância geral da falsa religiosidade imposta por Uzias, sob crítica do profeta messiânico Isaías (1.1-18), nem sempre Uzias agira assim.

Embora sua morte asfalte a entrada em cena do profeta Isaías, conforme 6.1: “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao SENHOR…”, o 10º rei de Judá fora de nobreza notável à vista do povo, por muitos anos. Do hebraico Uzziyah e do grego Ozias-Ozeias, seu nome significa “Jeová é (minha) fortaleza”.

Em 797aC, o rei estava com 16 anos de idade e começou a reinar cerca de 5 anos depois, em 792, mesmo com seu pai reinando também, de forma simultânea, até 767, pois era comum isso ocorrer, tanto no reinado quanto no sacerdócio. O pai tornava-se o representante já aprovado, mas o pai ainda permanecia junto do mesmo.

Exemplo discorrido por Jesus

Esse mesmo fato ocorre com Abiatar e Aimeleque, citados como erro bíblico nos argumentos do teólogo agnóstico, o famoso Bart D. Ehrman, em seu livro O que Jesus Disse? O que Jesus não disse?: quem mudou a Bíblia e por quê?, que refuto em Quem e por que diz que a Bíblia pode ter sido mudada?, neste blog, como segue.

Seu primeiro questionamento, a partir do momento em que seus “estudos começaram a” transformá-lo, ele escolhera a “passagem de Marcos 2, quando Jesus é confrontado pelos fariseus porque seus discípulos, ao atravessar um campo de trigo, comeram grãos no Sábado”. Jesus passa então a mostrar aos fariseus o fato semelhante ocorrido entre Davi e seus homens, quando entram no Templo “quando Abiatar era o sumo sacerdote’ e comeram o pão da proposição, que só os sacerdotes podiam comer”.

Bart continua afirmando sobre um de seus primeiros trabalhos e base de outros questionamentos, afirmando que Jesus citara 1Samuel 21.1,6, onde “vê-se que Davi não fez nada disso quando Abiatar era o sumo sacerdote, mas, de fato, quando o pai de Abiatar, Ahimelec, o era. Em outras palavras, essa é uma daquelas passagens destacadas para demonstrar que a Bíblia não é infalível; ela contém erros”, afirma o famoso teólogo e escritor.

Porém, esse argumento de Bart, base para dar o suporte ao início de seu agnosticismo, atropela a cultura de época, introduzida ao texto bíblico, quando um nome ou data é alternado por outro – do pai pelo filho, por exemplo, sem prejuízo à ideia principal. A pretensa “falha” também é gritante e pode ser detectada no primeiro esforço de busca pelo sentido da mensagem.

Confrontado pelos fariseus em função de seus discípulos comerem grãos no sábado, conforme Marcos 2.3-28, segundo Bart, a afirmação do Senhor Jesus destoa, do texto referência no Antigo Testamento (1Sm 21.1-6), “quando Abiatar era o sumo sacerdote”, porque o sumo sacerdote em exercício era o pai de Abiatar, Aimeleque.

Em primeiro lugar, deve-se levar em conta que o foco principal do texto não está atento aos fatos narrados, mas sim ao ensino de Jesus, que Bart enuncia: “Jesus quer mostrar aos fariseus que ‘o Sábado foi feito para os humanos, não os humanos para o Sábado”’.

Embora Bart tenta usar este fato para desacreditar a Bíblia, conforme comentário de rodapé da Bíblia de Genebra² “… foi Aimeleque, pai de Abiatar, que deu a Davi o pão consagrado. Contudo, Abiatar certamente estava vivo e, talvez, presente quando ocorreu o incidente referido. Portanto, ‘no tempo do sumo sacerdote Abiatar’ é frase rigorosamente certa. É provável que Jesus tenha referido a Abiatar porque ele era bem conhecido como um dos defensores de Davi” (o grifo é nosso).

Fatos semelhantes ocorrem com relação a datas e nomes, conforme a questão envolvendo os reis Roboão e Zedequias.

O período do reino dividido de Judá é de 345 anos (931-586) e neste período os reis de Roboão e Zedequias governaram 382 anos?

A sua dúvida se prende à questão da continuidade dos reinos. Na maioria dos casos, o reinado passava de pai para filho. Acontecia também que filhos passavam a governar paralelamente ao pai, isto é, governavam, mas o pai ainda continuava no trono. Então um entrava na contagem do outro.

Auge de Uzias

Durante a co-regência com seu pai Amazias, Judá experimentou grande desenvolvimento, período em que Uzias aprendeu com seu pai. Mas também foi diferente do pai e, portanto, querido do povo, como relatado em 2Crônicas 26.1: “Todos tomaram Uzias e o fizeram rei”, embora seu pai ainda vivesse.

Uzias destacou-se como general com a reorganização e reestruturação do exército, com efetivo bem treinado e ampliado, além de construir armas sofisticadas para a época, como catapultas e máquinas para escalada de muralhas. A partir de então, derrotou cidades-reinos dos filisteus, como Gate, Jabne e Asdode.

Com suas conquistas e construção de fortalezas, Uzias ganhou o respeito de seu povo e de outros reinos. Também incentivou a principal tendência econômica da época, a agricultura e ainda construiu sistemas avançados de cisternas, por meio de torre de escavação (2Cr 26.4-15).

Orgulho e exaltação

Como o fim deve ser melhor que o princípio e a manutenção do sucesso o grande triunfo não alcançados por todos, Uzias, notável líder, criativo e estrategista, “exaltou o seu coração até se corromper” (2Cr 26.16), a mesma exaltação, citada pelo rei Salomão, em Provérbios, que precede a queda.

O ápice de seu orgulho foi o de confrontar o sacerdote Azarias, ao transgredir a Lei de Moisés (Nm 16.40), e tomar para si o direito de oferecer incenso no altar do Templo de Jerusalém, função exclusiva dos sacerdotes, da ordem do sacerdócio aarônico, com versão neo-testamentária conforme Hebreus 5.4.

Embora os reis detivessem privilégios à semelhança dos sacerdotes, não possuíam a unção exclusiva e sacerdotal, pois semelhança não é o mesmo que igualdade.

Sua atitude de orgulho e desprezo ao sagrado custou-lhe uma lepra e o enterro fora do memorial dos reis, após viver totalmente isolado.

No mesmo ano de sua morte, o SENHOR levantou o profeta, cujo nome se traduz “O Senhor é Salvação” (Auxílio ou Ajuda): Isaías.

Todo o cuidado é pouco!

No Novo Testamento, além da passagem a indicar que ninguém toma a honra do ministério para si, senão aquele que é chamado pelo SENHOR (Hb 5.4), temos o ensino do SENHOR sobre o acerto de contas da administração eclesiástica: “Dá-me conta da tua mordomia” (Lc 16.1-2).

Por fim, ilustramos esta mensagem textual com o sistema japonês de controle de produção, o Pocayote, conhecido como ‘A prova de erros’, antes ‘A prova de tolos’. Desse desenho, com vistas à marca zero de erros, temos a guilhotina manual – quem já foi gráfico a conhece bem –, que deve ser operada com as duas mãos, como forma de não incorrer no risco de cortar uma delas.

Tudo acaba com a vaidade quando não construímos com vistas ao Reino, isto é, sempre tendo como meta aquilo que fica, que permanece. Como diz o apóstolo dos gentios: “Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer”, 1Co 15.56.

Obs: Com a devida alteração, bem detalhada, ainda que tardia, por problemas de acesso à página (trecho retirado), quanto à datas, por meu irmão, amigo, exímio profissional, notável seguidor de Cristo e ex-gerente de Produção da CPAD, Ruy Bergstén. Ruy é filho do saudoso e honrado missionário sueco, da segunda leva de pioneiros das ADs no Brasil, Eurico Bergstén.

Apóstolo Pedro escreve sua primeira carta em meio a muitas provações sofridas pela Igreja do Senhor. A novel assembleia estava em seu momento de batismo com fogo, em pleno período dos anos sessentas, pouco mais de 30 anos após o Senhor ser oferecido como sacrifício pelos homens.

Nessa mesma época, a Assembleia de crentes em Cristo, os cristãos, ainda nomeada como “os irmãos”, “discípulos de Cristo”, “santos” (em Cristo) ou os do “Caminho”, não possuía templos – estrutura própria dos judeus (cf Jo 4.20-24). Suas estruturas em nada se assemelhavam às demais religiões ou a quaisquer outros sistemas humanos.

Seu mecanismo de funcionamento não estava inserido aos padrões sistematizados pelos homens e se movia pela ação externa ao mundo: o Espírito Santo, como já havia predito o Senhor:

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar tudo quanto vos tenho dito”, Jo 14.26.

Portanto, a diferença estava justamente na ausência do sistema humano, do visível, palpável, corpóreo e humano, refletida pela revelação divina em Jesus, pois o Consolador é Espírito, mas justamente “outro da mesma espécie”, em confrontação com heteros (outro de espécie diferente), e havia presente desde o Cenáculo de Atos 2.

Neste retrato, o agora presbítero Pedro, escreve ao Corpo de Cristo disperso pelos domínios do Império Romano:

“Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo”, 1Pd 1.7.

Eleitos

Pedro, membro do (único) Colegiado Apostólico é específico e direciona sua carta aos eleitos. Ele quer dizer os ‘selecionados’, do hebraico bahar, a significar escolha deliberada de alguma coisa ou alguém com contínua referência ou satisfação. Já no Novo Testamento é ekleglomai (grego) e indica escolha ou seleção. Os dois vocábulos buscam a definição de ‘eleitos’ ou ‘preferidos’, resultantes de um ato seletivo a partir de pessoas, conforme Deuteronômio 30.19, enquanto Efésios 1.4 trata de escolha divina (Dicionário Bíblico Wycliffe, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Rio de Janeiro, Brasil, 1ª edição 2006).

Essa indicação de propriedade peculiar aponta para ekklesia, a assembleia de eleitos (tirados de um lado para outro), como especifica Exodo 19.5-6 e 1Pedro 2.5 (reino sacerdotal e nação santa), que Pedro chama de eleitos ou convocados (1Pd 1.2-5). Note a ligação com o prefixo de eleitos ek, fórum (do povo), mais o verbo kaleo, convocar, chamar.

Corpo único e sem divisões

Nessa assembleia de homens sob transformação de natureza, conforme o próprio apóstolo ensina (cf 2Pd 1.4), não pode haver dissensões (divisões), como o apóstolo Paulo descreve em 1Coríntios 11.18. Ele completa a exortação no versículo seguinte, ao falar de partidários, como políticos que expõem a Igreja às suas proposituras heréticas (v19).

Neste versículo, o apóstolo Paulo usa haireseis, heresias no grego, a indicar o mesmo vocábulo para partidos, em oposição à pardoseis, indicação para tradições fundamentais e cristãs, orais ou escritas. Tradições aqui é traduzida por preceitos no versículo 2, justamente os que o apóstolo já havia ensinado.

Bem, diante da assembleia estão os convertidos (convocados e aprovados), mas também os reprovados (chamados, mas não escolhidos, cf Mt 22.14) e com uma sublimidade nisto, como o apóstolo dos Gentios explica:

“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós”, 1Co 11.19.

Oposição ao Corpo

A oposição ao Corpo, mostrada em Êxodo como populacho – os agregados aos judeus que também quiseram sair do Egito, mas não eram israelitas –, mostra-se tão virulenta que e a Bíblia a nomina de obra de feitiçaria, conforme 1Samuel 13.23:

“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR…”.

Esse sentimento humano, resguardando épocas, é semelhante ao de chefes de clãs de aldeias medievais, que resistiam ao acesso da pregação do Evangelho de Cristo, com medo de perder seus deuses-guardiões, ídolos protetores, como Ceres, a deusa da fertilidade agrícola, daí cereais.

Em outros registros da história cristã, temos os denominados cristãos novos que, obrigados pelo catolicismo romano, se convertiam à Igreja de Roma, por conveniência e para se livrarem de penalizações.

No primeiro caso, a Igreja Católica Romana buscou estratégia de dissimulação: Transformou os deuses-ídolos e protetores em santos-protetores. Portanto, em vez de conversão, adaptação, conciliação, em conformação com o sistema (cf Rm 12.1-2) e sem a renúncia aos deuses-ídolos (cf Rt 1.16).

Desprestígio

Enquanto alguns romanos acreditavam ser os cristãos uma simples seita judaica, tudo caminhava bem. Mas, quando a separação se fazia aparecer, a perseguição tornou-se implacável.

Os judeus faziam parte de uma religião oficializada pelo Estado romano e para isto ocorrer era necessário submissão às leis do império e à adoração a César.

Ocorre que os cristãos não se submetiam a tal custo, conforme Atos 17.6-8 e tampouco os judeus gostavam da ideia de serem ‘taxados de apadrinhadores’ de crentes.

Ainda existia uma terceira linha de perseguição, formada de familiares não convertidos que também alimentavam o fogo da provação e engrossavam a fila. 

Essa luta se agravava em função de, no Império Romano, o pai e chefe de família deter autoridade e poderes de decisão. Então, quando um membro se convertia ao cristianismo era expulso de casa e, a partir daí, não tinha onde se refugiar senão entre os membros da assembleia, pois todos viviam em circunstâncias semelhantes.

Esse era o retrato da sociedade em que a Igreja e Pedro estavam inseridos, quando o apóstolo escreve essa carta, nos anos sessentas dC.

Outra e nova natureza

Por fim, o apóstolo e agora também presbítero, quadro de anciãos e de pastor de pastores e, neste caso, bispos, guardiões da doutrina, após os apóstolos (cf Atos 2.42), tenta mostrar que o sofrimento será afastado se enxergarmos a situação sob o prisma do Espírito, que nos remete para a sua natureza.

Ele classifica os membros do Corpo de Cristo, a Igreja, como os que não pertencem à ocasião, ao lugar ou ao domicílio humano, mas como peregrinos e forasteiros, isto é, de fora ou estrangeiro:

 

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma; tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem”, 1Pd 2.11-12.

Em tempo de avanços tecnológicos, de excessiva valorização do esteriótipo, de

globalização do conhecimento, de eliminação de divisas, dos déficits de verbas,

de aprendizado e de atenção, do ridículo como glamoroso, das ambiguidades e da

pluralidade, de consequências sem precedentes; do homem do século 21, a caçar o

seu próximo com pau e pedra e não poucas perturbações na alma humana… o Criador

permanece sem mudança e variação, a apresentar o seu Filho, a partir da simplicidade

da estrebaria, mas o Primeiro e o Único do gênero:

– Maravilhoso, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz!

Deixa agora o Cristo Vivo fazê-lo renascer, para um 2014 cheio de nova e preciosa

esperança, pois “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR”

(Lm 3.26).

Bem-aventurado Natal!

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Pr. Mesquita, Antônio & família

ADM/Catanduva

Esta frase registrada em Mateus 26.73 diz respeito a Pedro. Como um ‘matuto’ galileu detinha o regionalismo que os sulistas, os da capital, detectavam facilmente. Não dava para negar as origens.

Essa indicação é positiva (diante da atitude negativa da negação do discípulo) e uma forma de denunciar a inconsequência de Pedro.

Mas nem tudo estava perdido. Havia uma esperança que o Pedro, duro como ‘pedra bruta’, não conseguia enxergar.

Por fim, ele mesmo se convence de sua incapacidade de aprendiz do Mestre e decide:

– ‘Voltarei a pescar’ (Jo 21.3).

Porém, como quem põe a mão no arado não deve olhar para trás, o próprio Senhor dá testemunho do fragilizado discípulo, como o único a ter também a seguinte – e única – referência, agora do Mestre, após ressurreto, e não dos homens:

– ‘Diga a Pedro’ (Mc 16.7).

Seria como afirmar: “Não levei em conta a sua fraqueza e quero tê-lo por perto… Quero você na minha obra…

Os pecados de Pedro e Judas são semelhantes e dizem respeito à traição, mas, o SENHOR que ‘examina o coração’ estabelece respostas diferentes, pois a fala de Pedro não é o mesmo que o Pedro da fala!

Por fim, Pedro é reencontrado pelo SENHOR, entretanto, não o reconhece, até que presencia atônito, um milagre (Jo 21).

Agora, parece que o Pedro-pedra funde-se à Rocha, para nunca mais dela sair:

“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros” (Jo 21.15).

É assim. Mostramos nossas fraquezas e desânimo e o SENHOR nos reanima e nos manda caminhar:

– ‘Apascenta os meus cordeiros’, pois ainda o amamos, não é mesmo?!

‘Tão-somente esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás…’ (Js 1.6). Das demais coisas Ele cuida (Mt 6.33).

Em frente companheiro(a)… Temos outra opção?! Para quem ou aonde iremos nós, se só Ele detém a Vida Eterna?! 

Obs: Este texto o SENHOR despertou-me para escrevê-lo. Com certeza tem direcionamento.

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