Posted by: mesquitajornalismo | 8 Maio 2008

Imperícia, abuso e arrogância policial

A falta de preparo de alguns policiais, pois há de se ressaltar a presença do trigo, faz com que as honrosas ações de corporações policiais sejam maculadas por atos levianos, como o ocorrido na querida Paraíba.

O arbitrário e desastroso fato, envolvendo a Igreja Evangélica Assembléia de Deus e o delegado da Polícia Civil Wagner Paiva de Gusmão Dorta, na comarca de Queimadas (PB) é em exemplo de desrespeito à Lei.

 

No dia 26 de abril, quando a polícia estaria em busca de um traficante do Rio de Janeiro, o delegado, pensando ser o todo-poderoso, agiu como juiz, policial e justiceiro. Em nota posterior, ele achou simplesmente estranho a repulsa ocasionada por seus atos de excesso, ao afrontar perigosamente um ministro da igreja, empunhando uma arma apontada em sua direção e sob ameaças.

 

Além disso, sem apresentar-se como autoridade policial, tendo em vista estar à paisana e sem qualquer identidade visual, e tampouco com mandato às mãos, foi logo arrebentando portas, furando os pneus de um veículo, dando ordens aos gritos e, vociferando para todos os lados, como se o local fosse despido de qualquer proteção legal. Ele estava diante de cristãos, pessoas conhecidas como crentes, que dão testemunho de gente ordeira e disciplinada.

 

Ignorou o delegado local, que não teve conhecimento do fato, o mesmo ocorrido a respeito do Judiciário, pois Queimadas é comarca, mas também fora ignorada. Estavam na igreja jovens em reunião para uma atividade evangelística. O pastor, há 4 anos na cidade, estava ausente. E mais, não quis ouvir explicações, embora todos tentassem exaustivamente convence-lo do erro. A falha do policial fora agravada ao acusar o pastor de ser o próprio marginal em fuga. Sua história do provável marginal carioca, distribuída em nota, soa como tentativa de cobrir um ledo engano, pois o sujeito teria “escapado”. Quer dizer: uma parafernália toda para nada!

 

E o que a Lei estabelece? É obrigação do agente policial, realmente prender em flagrante delito (compulsória ou coercitivamente), conforme o artigo 302, do Código de Processo Penal. Mas no caso de um templo de culto religioso, seja ele cristão ou não, o seu acesso ao local do culto, reflete afronta ao sentimento religioso e violação da intimidade, conforme fundamenta o artigo 5º (VI) da Constituição, que afirma ser “inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias” (grifei).

 

Ainda que soe antagônico a polícia ter a obrigação de prender, mas também respeitar o local de culto, o Código Penal, afirma em seu artigo 208, ser crime escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso (grifei).

 

Diante da situação, o agente policial, com bom senso – pois não se pode imaginar um homem com uma arma letal em mãos, demonstrar despreparo profissional e imperícia, e sinais notáveis de desequilíbrio – deve atuar de forma a ajustar-se aos padrões da lei.

 

Seu acesso às dependências do templo, no primeiro momento, só poderia ser autorizado pelo líder religioso local, que estava ausente, após notificação (o que não ocorrera). Assegurada a segurança dos presentes ao local de culto, estando o marginal ainda nas dependências da igreja, o acesso do policial seria autorizado. Neste caso, não se observa tão somente a preservação do local sacro, assegurado pela Lei, mas ainda a exposição dos presentes ao risco. Esta deveria ser a preocupação no momento do policial, que de arma de fogo em punho, poderia estabelecer uma cena de guerra dentro das dependências da igreja, oferecendo riscos aos presentes, como ocorrera.

 

Sem dúvida que estamos diante de uma ação ilegal, improvidente, maldosa, espúria, não comum à ação de uma autoridade pública, que deve sobremaneira ser urbana e agir seguindo a expressa determinação legal.

Como escreve o respeitado advogado e consultor, doutor Antônio Ferreira Filho, “é farta a jurisprudência dos nossos tribunais em asseverar que também é uma ação ilegal, expor injusta e voluntariamente em sobressalto, a tranqüilidade dos fiéis ou do oficiante, e não se pode dar respaldo à prática de atos, de alguma maneira, incompatíveis com a legalidade”.

 

Em agosto de 2007, o tenente PM, Santos (P-2 em Duque de Caxias-RJ), prendeu um traficante, que se refugiou em um culto na Assembléia de Deus em Imbariê. Contudo, o policial, conhecedor de deveres e também de direitos, só prendeu o traficante após solicitar ao pastor autorização para fazê-lo dentro do templo.

 

Demonstrando arrogância, quando deveria pedir desculpas por sua falha, o agente policial continuou suas afrontas verbais por meio da imprensa local, e divulgou nota na imprensa, sob o título Nota de Repúdio.

É lamentável.

 

Antônio Mesquita, presidente do Conselho de Comunicação da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB). Jornalista Mtb 350.02.78

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Posted by: mesquitajornalismo | 3 Maio 2008

Jesus teria falado em línguas estranhas?

Não temos nenhum registro bíblico que mostra Jesus falando em línguas estranhas. É simples entender isso.  Primeiro é preciso atentar para os propósitos do batismo no Espírito Santo. Segundo, porque Cristo, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, Jo 1.1-3. Assim como Gênesis, João também é um livro que fala de Princípio, Início (“No Princípio criou Deus…/No Princípio era o Verbo”). Verbo é a ordem, a determinação para que as coisas ocorram, a Palavra dita (rhema) e sua eficácia, portanto, o próprio Senhor.

Quando João anunciou o Salvador disse o seguinte: “Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré. Da Galiléia, foi batizado por João, no rio Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam”, Jo 18-13.

Conforme vemos neste Evangelho, o próprio Senhor Jesus é quem batiza com/no Espírito Santo.

Ainda no mesmo livro temos a presença do Espírito Santo, enviado pelo Senhor Jesus à Igreja, com a idéia (no original), de “outro da mesma espécie”.

O propósito do envio do Espírito Santo, conforme João foi justamente para consolar (estar ao lado) dos discípulos, que passariam a não mais contar com a presença corpórea de Jesus, e ao saberem da futura ausência do Senhor, tiveram o coração cheio de tristeza (Jo 16.6). Então Jesus disse: “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei”, v7.

Este versículo, conforme comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal deixa “claro que o derramamento pentecostal do Espírito Santo ocorrerá somente depois de Cristo voltar para o Céu”.

Jesus ensina ainda sobre a atuação e propósito do Espírito Santo entre a Igreja: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”, 16.14.

Por fim, no Dia de Pentecostes, cumprindo-se as 7 semanas após a Páscoa (“Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”, 1Co 5.7), portanto no 50º. dia (Penteconta), os discípulos receberam o batismo no Espírito Santo, conforme Atos 2.1-4.

Entende-se então que a promessa recebida pelos discípulos (e ainda os discípulos de hoje recebem) é algo dado pelo próprio Senhor Jesus, por meio do Espírito.

No caso dos dons, segue-se a mesma indicação: “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. (…) E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”, Ef 4.7-8,11-12.

Não havia nenhum propósito em Jesus falar línguas estranhas, mas no caso de nós – seus discípulos – sim, pois “…a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil“, 1Co 12.6. Ele reparte essa unção a cada um (v11). Também no batismo no Espírito Santo forma-se um só corpo – o de Cristo, ou a Igreja, enquanto Cristo é a Cabeça de todos. Somos ainda em Cristo “edificados casa espiritual” (1Pd 2.5) e o dom de línguas estranhas nos serve como edificação pessoal (1Co 14.4). Ele está entre os dons espirituais outorgados à Igreja pelo próprio Jesus e, portanto, após a Expiação do Senhor Jesus.

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Posted by: mesquitajornalismo | 2 Maio 2008

Arrebatados do fogo

Senti-me compelido a escrever este artigo depois de ler a carta de um leitor desta revista, que teceu comentários a respeito do artigo O arrebatamento da Igreja, por mim escrito meses antes. Achei que o artigo estava fraco e sem profundidade. Após a publicação fiquei me cobrando. Na carta o irmão diz, que ao ler o artigo, sentiu a presença do Espírito Santo, foi renovado e passou a falar em línguas. Nem por isso mudei a minha idéia, mas pude perceber o que o Senhor realiza, quando temos propósitos naquilo que fazemos. Mesmo quando a nossa pequenez é notória, o Senhor manifesta a sua grandeza, para glória de seu nome.

Não pretendia falar tão cedo sobre o mesmo assunto. Entretanto, o Senhor revelou-me algo para minha edificação, e, ao passar para o arquivo, comecei a engrossar as informações, pela graça do Senhor.

Um dia minha mente se abriu, e passei a compreender a relação do casamento  e o mistério do arrebatamento da Igreja, conforme ensino do apóstolo Paulo, em Efésios 5.31-32.

O mistério do casamento dito pelo apóstolo, cremos estar ligado à atração natural da mulher pelo homem e vice-versa. Do homem ela saiu e para ele quer voltar; enquanto o homem busca esta realização; do mesmo modo como saímos de Deus e para Ele queremos voltar. Nisto temos o mistério do arrebatamento comparado ao do casamento. Pela união conjugal o homem é arrebatado do abrasamento para uma vida sem paixões carnais.

A Bíblia fala ainda do casamento mostrando o varão (macho), unindo-se à varoa (fêmea), formando os dois uma só carne (homem-Adão). “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”, Gn 1.27.

Ao ser criado, o varão precisava completar-se na mulher, que dele saiu, e para ele volta. “Portanto, deixará o varão a seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”, Gn 2.24.

No sexto dia, o Senhor conclui o círculo da Criação. E como dizia meu professor de Escatologia, pastor João de Oliveira, o 6 é o número do homem. É divisível e multiplicativo.

Este círculo nos remete para a idéia de conclusão, de completo, de obra final.

O mesmo acontece em relação à Igreja. Quando o círculo se fechar, e a obra de restauração do Senhor se completar, no resgate da Igreja, o mistério será revelado.

Tudo isso não pode ser compreendido pelo homem carnal ou natural. Os que não alcançam a revelação da promessa divina, vivem na superfície, fazendo da obra do Senhor um comércio. Sobre estes Paulo alerta dizendo que são “privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho e ainda… Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”, 1Tm 6.5 e 2Tm 3.5. A fé não é para todos. Muitos são chamados, mas os escolhidos, são poucos.

Retrato 

A essência divina que está em nós é o espírito, soprado no homem, que permanece e é eterno, enquanto a carne volta ao pó. Ele efetua a materialização do caráter, e por ela o homem constrói o tabernáculo ou corpo para a eternidade por meio de suas obras. Para que isso ocorra, o vaso de barro deve portar a excelência do poder de Deus, e não da carne (2Co 4.7).

No caminho desse processo de restauração, “gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação que é o céu”, para que a carne, que se acaba, seja absorvida pela vida (5.4), derrotando a morte, pois seria uma contrariedade ter a Vida e morrer. O Senhor deixa bem claro que quem receber a Vida (crer Nele), ainda que esteja morto, viverá.  Por isso, “desejamos deixar este corpo, para habitar com o Senhor”, 5.8.

O Senhor diz: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. Daí a necessidade do novo nascimento, com o segredo do vento que assopra (pnei pneuma), ouve-se a sua voz, “mas não se sabe de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”, Jo 3.6-8.

Assim como o homem deixa a seu pai e a sua mãe para se unir a sua mulher, para serem uma só carne (Ef 5.31), taxado por Paulo como um grande mistério, e refletindo a sombra da união da Igreja a Cristo; o homem precisa despir-se de seu corpo natural,  para revestir-se do corpo espiritual, refletido pela sombra do material, pelas obras nele, para edificação do tabernáculo ou corpo eterno.

Como para a eternidade não se leva obras carnais, assim como o homem deixa por completo sua família, formando outra com a esposa, tudo o que conquistamos na terra passará pelo fogo. As obras humanas, de palha ou madeira, serão queimadas. Mas ficarão as de metal, prata e ouro. A madeira, que simboliza as obras humanas, pode ser usada para a sustentação das obras espirituais, mas não subsistirão ao fogo.

Temos o exemplo na construção da Arca da Aliança. A madeira acácia – por ser dura e resistente, rechaça a presença de traças –, foi revestida de ouro. Quando a madeira sai, o ouro, embora oco, fica e mantém o formato. A madeira dá lugar ao ar – o vento. Lembra-se do “vento assopra onde quer…”?

Cumpri-se então o segredo dito por Paulo, que a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus. “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos arrebatados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”, 1Co 15.52-54. 

*Artigo Publicado na Revista Pentecostes (CPAD) – maio/2000

 

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Posted by: mesquitajornalismo | 23 Março 2008

Jesus celebrou Santa Ceia reclinado em almofadas, sugere arqueologia

Refeição com apóstolos provavelmente aconteceu em móvel em U, o chamado triclínio.
Inconsistências nos Evangelhos não deixam claro se grupo celebrou a Páscoa.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo  

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Reprodução Concepção artística retrata os móveis provavelmente usados durante a Santa Ceia (Foto: Reprodução) 

Esqueça a boa e velha mesa: ao contrário do que achava Leonardo da Vinci, a Santa Ceia provavelmente aconteceu em torno de um triclínio, um móvel baixinho e em forma de U que era o mais empregado em celebrações da Antigüidade. E, tal como os convivas dos banquetes gregos e romanos, Jesus Cristo e os apóstolos provavelmente comeram pão e vinho reclinados sobre a mesa.  

A reconstrução da ceia, feita por historiadores e arqueólogos, baseia-se nos costumes prevalentes durante o século IdC em todo o Império Romano, inclusive na Palestina de Jesus. Achados arqueológicos em Pompéia e outros locais do Império mostram que os convidados de uma refeição entravam numa sala especial e logo se deparavam com o triclínio, que ficava com sua parte aberta voltada para eles, como um U invertido.  

Essa abertura permitia que os alimentos e bebidas fossem trazidos para a “mesa” e distribuídos nela. Em volta dos braços do triclínio, os convidados se dispunham numa ordem hierárquica: o lugar de honra era o meio do “braço” esquerdo. Almofadas ou “tatames” especiais eram usados para acolchoar o chão em volta do triclínio. Para comer, os convivas se reclinavam sobre seu braço esquerdo e manuseavam alimentos e bebidas com a mão direita.  

Ao longo do tempo, conforme os costumes se transformavam, a arte cristã passou a representar a Santa Ceia com mesas e cadeiras. Em várias comunidades cristãs, surgiu o costume de realizar banquetes que celebravam a morte e ressurreição de Jesus, os chamados ágapes, em que todos se sentavam à mesa para comer e beber.

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Pintura de catacumba romana mostra o ágape, antiga festa cristã que se inspirava na Santa Ceia (Foto: Reprodução)      

Páscoa judaica? 

Algumas contradições entre os quatro Evangelhos deixam no ar uma dúvida sobre as circunstâncias exatas da Santa Ceia: teria ela acontecido como o banquete que celebra a Páscoa judaica, o chamado Seder? Os três primeiros Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas) dão a entender que sim, enquanto o de João parece dizer que não. A refeição festiva da Páscoa judaica é o começo das celebrações da libertação dos israelitas do domínio do Egito, e foi para celebrar a Páscoa que Jesus e seus discípulos viajaram até Jerusalém.  

Se a Última Ceia foi realmente um Seder, dá para ter uma idéia mais claro do cardápio consumido por Jesus e seus discípulos: o pão necessariamente teria sido feito sem fermento, conforme a tradição judaica; além do vinho, haveria carne de cordeiro e ervas amargas. No entanto, não há menção ao cordeiro (animal de forte simbolismo religioso para os antigos judeus) nos textos bíblicos sobre a Santa Ceia.  

Além disso, o evangelho de João diz que Jesus foi crucificado no dia da preparação para a Páscoa, ou seja, na véspera da grande festa judaica — tanto que os líderes judeus teriam pedido para que o corpo dele fosse retirado da cruz antes do início das celebrações. (O cadáver exposto transmitiria impureza ritual, “contaminando” o ambiente sagrado da Páscoa e do sábado judaico.) Se essa interpretação estiver correta, a Última Ceia foi apenas uma refeição festiva, sem ligação direta com as refeições pascais judaicas.  

Meus comentários

Não há nenhuma contradição nos Evangelhos sinóticos (semelhantes), tampouco com a narração de João. Como judeu Jesus realmente celebrou a Páscoa, mesmo porque Ele precisava fazer isso tanto como judeu quanto para efetivar a transição da Velha para a Nova Aliança, com a inauguração da Ceia. 

“…celebrarei a Páscoa com os meus discípulos…, Mt 26.18 e no verso 26: “Enquanto comiam….”, em Mateus 26.26 indicam que o Senhor celebrou a Páscoa, mas, a mesma referência  indica que Jesus tomou o pão e o cálice e deu aos discípulos, dizendo: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento…”, 28.

A Páscoa é judaica (da religião judaica), quando se comia o cordeiro (símbolo do próprio Cristo, pois Ele é o resgate, a redenção humana, em cumprimento a Gênesis 3.15, conforme João afirmara: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”).

As ervas amargas simbolizam o sofrimento no Egito, daí o significado de Páscoa (passagem – do Egito para a Terra Prometida).

Jesus instituiu a Ceia – “Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”, 1Co 5.7 – que tem Nele o Cordeiro pascal e o sofrimento na Cruz. Portanto Ele deu um novo sentido e significado à Páscoa, com a instituição da Ceia – o pacto do Novo Testamento (“Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue…”, 1Co 11.25), enquanto a Páscoa é do Velho Testamento. Esta é dos judeus e aquela dos cristãos.

O apóstolo Paulo faz cair por terra toda e qualquer tentativa de mudar a indicação natural do texto, quando cita em 1Coríntios 11, a partir do verso 23, a cerimônia da Ceia. O versículo 26 diz: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha” (Antônio Mesquita)

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Posted by: mesquitajornalismo | 14 Março 2008

CGADB - Principais Mudanças

Prazo para inscrição de candidatos a qualquer cargo da Mesa Diretora ou do Conselho Fiscal (CGADB e CPAD)

Prazo para inscrições de candidatos para cargos eletivos da Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB), será o último dia útil do mês de outubro, do ano anterior à eleição, conforme Artigo 15. 

Registro de novos ministros

Último dia útil de setembro do ano que antecede as eleições é o prazo para as convenções regionais (dos Estados) envie pedido de registro de novos ministros à Secretaria Geral, conforme estabelece o Artigo 17.  

Edital de Convocação

O prazo para a publicação de edital de convocação de Assembléia Geral Ordinária (AGO) será até o último dia de agosto do ano que antecede as eleições. No caso de Assembléia Geral Extraordinária (AGE) se observará o prazo de no mínimo de 30 dias.

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Reunião da Convenção Geral aprova tudo conforme convocação

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    A reunião da Assembléia Geral Extraordinária (AGE), realizada na PUC em Porto Alegre, terminou na quinta-feira (28), por volta das 13h, após a leitura da ata que descreveu todo o texto modificado, apresentado e votado pelos convencionais. A aprovação foi facilitada pela análise e discussão da comissão composta de representantes das partes interessadas. Houve inicialmente resistência do grupo opositor, com reações que prometiam tumultuar a reunião. Mas, para coibir tal iniciativa – uma vez que havia a informação, por profecia, de que o Inimigo tinha a intenção de provocar um grande escândalo entre os pastores, o que seria facilmente propalado pela mídia secular –, pastor José Wellington estabeleceu a discussão fora de plenário por meio de uma comissão e os poucos pontos divergentes foram eliminados com o consenso entre advogados convencionais.

Peculiaridades  

  As alterações de estatutos anteriores jamais foram concluídas em uma única reunião. Esta reunião manteve ainda outro indicador: desde 2003 a CGADB mantém o recorde de uma reunião por ano.

Fim das revisões

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    A partir de então a aprovação feita de artigo por artigo, totalizando 119, 61 parágrafos e mais de uma centena de pontos e subdivisões, foi efetivada sem dificuldades e em ambiente cordial. Na quinta-feira, muitos convencionais, que faziam parte de caravanas, já haviam viajado esvaziando o plenário.

Mandato passa para 4 anos

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  A ampliação da do mandato eletivo de dois para quatro anos, com o direito de uma única reeleição foi o mais evidenciado. Nele ficou estabelecido, que as novas regras serão empregadas a partir da eleição do próximo ano – em abril de 2009.

Próxima Convenção em Cuiabá

 

  A da próxima Convenção Geral (Assembléia Geral Ordinária) deverá ser realizada em Cuiabá. 

Rádio Web

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   Durante a reunião a CPAD montou uma estrutura com vários estandes, dentre eles um especial para os seus produtos. Um longo corredor agrupou estandes de segmentos da editora e da CGADB. Um dos estandes da CPAD recebeu a instalação de uma emissora de rádio para transmitir material, de forma experimental, para o Rio, onde estão sendo montados dois estúdios – de gravação e produção para a Rede de Rádio Web CPAD. A Rede CPAD de Rádio será inaugurada no próximo dia 13 de março, quando se comemora aniversário da editora.     

Grade de programação para todos

    A partir de então a rede vai oferecer a todas as emissoras ligadas às ADs sua programação ou parte dela. Os interessados poderão acessar a grade de programação, via internet, por meio de uma senha, recebida no cadastramento. A primeira emissora da Rede AD Brasil, da Fundação Nacional de Comunicação (Funec), 96.1 FM, instalada em João Pessoa (PB), ligada à CGADB, também veiculará parte dessa programação.

Seminários de Comunicação

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  Todas as regiões do país poderão receber a ministração do Curso de Comunicação, oferecido pelo Conselho de Comunicação da CGADB. Segundo o seu presidente, pastor Antônio Mesquita, os líderes interessados poderão entrar em contato com a Secretaria Geral da CGADB, por meio de seu secretário Cyro Mello, ou por meio do próprio presidente e solicitar o Seminário em sua igreja.    

Conteúdo

  O curso constituirá de orientação de postura diante de entrevistas, em especial na tevê, estruturas de mídia, o avanço da mídia web, estilo de linguagem, a estrutura de uma notícia e artigo, como começar um texto, e apologia dos preceitos cristãos evangélicos na mídia secular. Serão apresentados meios de acesso à média secular de cada região e também a representação regional para mobilizar a igreja e dar respostas a ataques à fé cristã ou a posturas que a agridam, como a degradação moral exposta nos próprios órgãos de informação (acesso: mesquita.jornalismo@gmail.com)  

A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

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Posted by: cpmesquita | 28 Fevereiro 2008

Programação do Centenário das ADs é Apresentado na AGE

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Ronaldo Rodrigues de Souza, diretor-executivo da CPAD, apresenta a programação da comemoração do Centenário das ADs no Brasil, de 2008 a 2011, com atividades, envolvendo todos os setores da igreja AD em todo o Brasil. A programação é exaustiva e completa e foi aprovada pelos convencionais presentes. Ela premiará todas as regiões da país com eventos. Todos receberam a programação em uma revista ilustrada e assistiram a um vídeo que descreve detalhes. As igrejas poderão pedir cópias à CPAD tanto do DVD quanto do programa.

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A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

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Posted by: cpmesquita | 28 Fevereiro 2008

Consenso em Porto Alegre

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O fato mais interessante gerado durante as discussões de ontem, embora todas em consenso, após a definição da comissão, formada de representantes dos dois lados de interesse, foi a mudança de mandato de dois para quatro anos, com somente uma reeleição. Equivale afirmar que o próximo eleito deverá ficar na presidência da CGADB por até oito anos, não mais. A nova regra valerá para a próxima eleição que acontecerá em abril de 2009.

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A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

   

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Posted by: cpmesquita | 26 Fevereiro 2008

AD em Porto Alegre recebe pastores de todo o Brasil

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Com o templo totalmente cheio, a AD em Porto Alegre, liderada pelo pastor Ubiratan Batista Job, brilhou sob a graça divina, na abertura da 4ª AGE (Assembléia Geral Ordinário), no dia 25, segunda-feira, à noite. Notadamente tomado de pastores, o culto expôs a beleza pelo ânimo espiritual. 

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Com as melodias da Orquestra da AD em Caxias do Sul e poesia dos hinos da Harpa Cristã, os cânticos tiveram o fervor e inspiração do pastor Daniel Regis, acordes que se completaram pela beleza da orquestra caxiense.

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Estiveram presentes a governadora do Estado, Yeda Crusius, o ministro das Cidades, Márcio Fortes e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, além de deputados e vereadores, como Marta Freire, da capital paulista. 

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Pastor José Wellington pregou a palavra. Antes saudou as autoridades presentes e a todos os colegas, pastores e ministros do Evangelho. Com base em 1Timóteo 3.14-15, falou do cuidado do apóstolo Paulo para com a igreja, em especial com respeito da inserção de grupos agnósticos.

Falou do centenário das AD no Brasil e que muitas organizações seculares “não chegam a 50 anos, mas nós temos compromisso com o Deus que não se cansa, se manifesta e rejuvenesce a sua igreja a cada dia.

Observou, parafraseando Josué, que “até aqui nos ajudou o Senhor” e que a igreja sofreu muitas perseguições, que “passaram porque Deus nos deu o crescimento e hoje, se não nos aceitam, nos suportam”. 

Exortou a igreja a manter sua identidade, permanecer como luz e sal do mundo e a mostrar que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente”. 

Devocional 

Na terça-feira, na primeira plenária, aberta em oração pelo presidente da CGADB, pastor José Wellington, ministrou a Palavra pastor José Antônio dos Santos – pastor Neco, a partir de Colossences 2.1-3, afirmou que de todos os 93 versículos, o apóstolo Paulo fez um resumo nesses primeiros versículos do capítulo 2. Com seu jeito peculiar, que reflete seu jeito simples de pregar, mas que aquece os corações na seqüência natural de sua fala, pela graça presente, numa clara demonstração de possuidor de ministério pastoral.  

Mesmo com exortação à prática com fervor do ministério pastoral, pastor Neco terminou sua prédica aplaudido por todos, o que figura como anormalidade, entre a AD, em especial, pastores, dada a aceitação de sua palavra. Em seguida, pastor José Wellington abriu a discussão ao falar sobre a necessidade de se adequar à escolha da liderança por meio de eleição, às leis seculares. 

O encontro de pastores ocorre no centro de convenções da PUC porto-alegrense em três auditórios com capacidade para 3 mil e dois de 1,5 mil pessoas, que acomodam os 4,2 mil inscritos.  

Início das discussões 

No início das discussões das alterações dos estatutos que regem as eleições internas, houve momentos calorosos. Por fim, como não havia condições de continuar, pastor José Wellington, após ouvir sugestões, propôs a discussão de pontos divergentes da alteração.   

À tarde, já havia consenso sobre as divergências e as propostas foram apresentadas para discussão em plenário, com ânimos amenizados. 

A proposta principal de alteração diz respeito à adequação dos estatutos, colocando-o em paridade com o sistema eleitoral secular do país, ressaltando algumas particularidades da CGADB. 

Mensageiro da Paz 

Também no período da tarde, houve a apresentação do novo projeto gráfico e editorial do Mensageiro da Paz. O jornal agora está mais claro e um pouco maior, semelhante aos jornais tablóides seculares. 

O editor-chefe do Jornalismo da CPAD e presidente do Conselho de Comunicação da CGADB, Antônio Mesquita fez a apresentação do jornal, enquanto adolescentes da AD em Porto Alegre, vestidos a exemplo dos jornaleiros do início do século passado, fizeram a entrega aos convencionais.

A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

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Posted by: mesquitajornalismo | 23 Fevereiro 2008

Relógio do Apocalipse é adiantado em 2 minutos

Quarta, 17 de janeiro de 2007

O Boletim de Cientistas Atômicos (BAS) adiantou nesta quarta-feira em dois minutos o ponteiro do Relógio do Apocalipse, um instrumento que simboliza a iminência de um Armagedon nuclear universal.

O ponteiro grande do Relógio do Apocalipse, criado em 1947 para simbolizar os riscos das armas nucleares para a humanidade, agora marca cinco para a meia-noite, após ser adiantado em dois minutos, durante cerimônias organizadas simultaneamente em Washington e Londres.

“Estamos no limiar de uma segunda era nuclear. O mundo não se confronta com opções tão perigosas desde que as primeiras bombas atômicas foram lançadas sobre Hiroshima e Nagazaki“, em 1945, alertou este grupo de cientistas respeitados cientistas, que inclui 18 prêmios Nobel.

“O recente teste norte-coreano de uma arma nuclear, as ambições nucleares iranianas, as insistentes evocações da presença contínua de 26 mil armas nucleares em Estados Unidos e Rússia são sintomáticos da incapacidade de resolver os problemas trazidos pela tecnologia mais destrutiva da Terra”, afirmou.

O grupo de cientistas também alertou sobre o fracasso do mundo em resolver os problemas representados pela crise do aquecimento global. Esta é a primeira vez que o relógio é adiantado desde fevereiro de 2002. O relógio foi criado por cientistas de Chicago que participaram do projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, lançada pela primeira vez sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945.

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